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Resenha: O Homem de Giz (2018)

 

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Foto: http://www.garotaaoquadrado.com
* Luiz Lucas

 

Nenhum de nós chegou a um acordo sobre quando de fato tudo começou. Foi quando começamos a desenhar figuras de giz ou quando elas apareceram do nada? Foi aquele acidente terrível? Ou quando encontraram o primeiro cadáver?”

 

O Homem de Giz é o primeiro livro escrito por C.J. Tudor. Segundo a autora, suas inspirações vêm do renomado autor Stephen King e de cara você sente o clima de “suspense clichê adolescente” no livro, mas depois de algumas páginas percebe que a autora consegue expressar sua própria identidade.

O suspense conta a história de um grupo de cinco amigos inseparáveis que durante a infância presenciaram um fato macabro: encontraram um corpo esquartejado no bosque da pequena cidade de Anderbury e perto do corpo o desenho de um homem de giz. Esse ocorrido afeta a interação do grupo e faz com que os amigos se tornem desconhecidos cheios de mistérios na vida adulta. O livro transita justamente entre essas duas fases, os anos de 1986 e 2016. Toda a história é contada pelo personagem Eddie, que narra os fatos que causaram essa separação e as desconfianças envolvendo o assassinato – que vieram à tona depois de tantos anos.

Ele não é uma pessoa muito normal: dos amigos, é o que mais esconde segredos e uma de suas peculiaridades é “colecionar objetos alheios”. Isso o acompanha durante toda sua trajetória no livro e influencia diretamente nas reviravoltas e descobertas dos amigos na fase adulta. Além de Eddie, o grupo é formado por Gav “Gordo”, Hoppo, Mickey “Metal” e Nicky, a única integrante feminina e a “paixonite” de infância de nosso personagem principal. Além deles, outro personagem emblemático na história é o professor Halloran, recém chegado na cidade que, por conta de seu tom de pele albino, recebe o apelido de Homem de Giz.

Quando criança, o grupo fazia coisas comuns, como frequentar o parque, andar de bicicleta e, assim como quase toda “gangue”, eles tinham o próprio modo de se comunicar: através de giz de lousa coloridos, um para cada integrante. Desse modo, criaram desenhos que só os cinco sabiam o que significava. Mas é justamente dentro dessa brincadeira que eles começam a presenciar acidentes e mortes de pessoas na cidade. Junto com essas tragédias percebe-se que desenhos feitos de giz estão sempre presentes, próximos aos locais das ocorrências. O assassino seria uma das  crianças? Qual delas? Ou o culpado é o próprio Homem de Giz?

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Por mais que aparente, se você gosta de suspenses com reviravoltas de tirar o fôlego, esse não é o livro ideal. A autora até consegue manter uma narrativa atraente e com gostinho de “quero ler o outro capítulo logo”, mas isso se dá mais ao fato das transições entre passado e futuro explicarem as mentes dos personagens  e porque agiram de certa forma. Não existe uma tensão total  – comum nos suspenses de Stephen King – e, por mais que a autora o use como referência, ela imprime muito bem sua narrativa própria de um suspense morno.

 

Luiz Lucas é estudante do sétimo semestre de Jornalismo na Universidade Cruzeiro do Sul e cedeu gentilmente essa resenha ao Parágrafo C

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